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Pesquisa da APM Indica o uso das Tecnologias na Assistência aos Pacientes

Com o intuito de mapear a utilização de recursos tecnológicos na Medicina e na Saúde, bem como entender a percepção sobre a necessidade de avanços na incorporação dessa tecnologia no dia a dia da prática de profissionais da comunidade médica. A APM – Associação Paulista de Medicina, realizou uma pesquisa com 1.614 médicos, entre eles 96,8% do estado de SP, sendo 55% da capital paulista e 45% do interior.

Entre os entrevistados, 98,7% concordam que as soluções digitais trazem avanços para o atendimento aos pacientes. Outros resultados obtidos mostram que 50,74% são favoráveis à prescrição eletrônica e 54,96% contrários a consultas à distância, mesmo após uma presencial.

No entanto, vale ressaltar que grande maioria usa o WhatsApp, mas não percebem que fazem isso utilizando um veículo que não é próprio para esta atividade.  O que mostra uma clara falta de propagação de informações a respeito do tema.

Esta questão foi levantada pela APM, 93% afirmam que o Ministério da Saúde não dá ao tema a devida divulgação sobre o assunto e nem com a agilidade que deveria.

Repercussão da pesquisa ao longo do Global Summit Telemedicine & Digital Health 2019

Em evento fechado à imprensa, na última edição do Global Summit Telemedicine & Digital Health 2019, o presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral, comentou sobre os resultados da pesquisa.

Para ele, os resultados mostram que a telemedicina já faz parte da vida das pessoas. Mas também, ressaltou a necessidade de leis para garantir a prática segura dessa modalidade, tanto para pacientes, quanto para médicos.

Até o momento a telemedicina no Brasil está subordinada aos termos da Resolução CFM nº 1.643/2002. A Resolução 2.227/2018, que pretendia definir e disciplinar o uso da telemedicina no Brasil, foi revogada em fevereiro deste ano, após críticas de entidades médicas.

A pesquisa também captou a insatisfação da classe médica a respeito da revogação. Para 76,52%, não consideraram que os médicos foram devidamente consultados pelo CFM na elaboração da medida. O que torna urgente trazer o assunto novamente à pauta, tendo em vista que 82,65% dos médicos paulistas já usam essa tecnologias para a assistência aos pacientes.

Acompanhe a entrevista do presidente da entidade, José Luiz Gomes do Amaral durante evento fechado para a imprensa.

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